5ª Edição - 2026

Directors' Duties Navigator
Climate Risk & Governance

O guia definitivo sobre os deveres fiduciários dos administradores brasileiros. Legalidade, responsabilidade e estratégia na era da transição climática.

O "Ouro"

5 Pilares do Dever Fiduciário

Ignorar o clima não é mais uma opção estratégica, é negligência legal. Veja como a regulação brasileira trata o tema.

1. Dever de Diligência

Clima e natureza agora são parte inseparável do dever fiduciário. Administradores devem agir com o cuidado de um "homem ativo e probo".

2. Risco Sistêmico

Banco Central e CVM classificam o clima como risco financeiro sistêmico. A falha em gerir esse risco afeta a estabilidade de todo o mercado.

3. Acesso a Capital

Empresas com governança climática robusta destravam crédito mais barato e acesso a blended finance.

4. Alocação de Capital (MACC)

A adoção do IFRS S1/S2 exige que o clima seja integrado a testes de impairment, provisões e CAPEX.

Nexus Link: MACC Generator & FinOps

5. Responsabilidade Pessoal (CPF)

Divulgação inadequada pode gerar responsabilização pessoal (civil e criminal) do administrador.

Nexus Link: Audit Vault & Forensics

Vantagem Competitiva

Além do compliance, a gestão climática oferece oportunidades estratégicas para empresas brasileiras.

Prêmio de Confiança

Divulgação de alta qualidade vira diferencial de mercado.

Natureza como Ativo

O Brasil tem vantagem na bioeconomia; regulação trata clima e natureza juntos.

Acesso Preferencial (SLL)

Conselhos proativos reduzem o custo de capital através de Sustainability-Linked Loans.

Liderança

Competência climática é mandatória para a próxima geração de líderes.

Recomendações Práticas

  • Estratégia: Integrar clima à alocação de capital e fluxos de caixa.
  • Avaliação: Exigir análises de cenários quantificadas (não qualitativas).
  • Gestão (Liability): Mitigar riscos de responsabilização com atas detalhadas e documentação auditável.
  • Governança: Alinhar ao Código IBGC.
  • Dados: Exigir rastreabilidade e controles sobre dados externos.

Deveres Legais (Lei das S.A.)

Arts. 153-157: Dever de Diligência (cuidado de gestor prudente) e Lealdade.

A Business Judgment Rule protege quem age com boa-fé e informação, mas riscos climáticos materiais DEVEM ser supervisionados.

Risco de Responsabilização

Civil & Penal: Administradores respondem por danos causados com culpa ou dolo. Lei de Crimes Ambientais prevê penas físicas.

Falhar em gerir riscos climáticos materiais expõe o CPF a responsabilidade.

A Resolução: CVM 193 & IFRS S1/S2

Dados materiais de sustentabilidade devem estar refletidos nas Demonstrações Financeiras (Impairment, Provisões). O "Elo Perdido" entre ESG e Finanças foi fechado.

Prazo Final: 2027
Proteção Executiva

Board Defense Pack: Risco & Capital

O Nexus gera automaticamente o pacote de defesa que comprova sua diligência: Análise de Cenários, MACC, SLL e Assinatura Forense dos dados.